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Estado necessário

A eterna discussão sobre a necessidade das reformas e o consequente aperfeiçoamento da máquina estatal brasileira, nos leva a um ponto do qual nunca deveríamos nos afastar: o tamanho do Estado. Esta definição é transcendental para o futuro de todos nós. O recado das urnas é claro: Qualidade de gestão e mais prestação de serviço, principalmente nos básicos entre eles a segurança. Mas afinal que tamanho de Estado a sociedade suporta pagar? Qual o Estado necessário, seu tamanho, sua abrangência, seu alcance, seu custo? Como administrá-lo? Um Estado nem grande nem pequeno, nem máximo nem mínimo, mas um Estado suficiente e eficiente. O Estado tem de ser grande, enorme, gigantesco, em funções básicas, como por exemplo, educação (quem quer estudar numa escola pública?), saúde (quem gosta de hospital público – tirando os fornecedores?), segurança (quem confia na polícia?).

Diante deste quadro, exemplos começam a pipocar por todo o país. Nos últimos dias, o prefeito de Porto Alegre parece ter inaugurado a fase de cortes em auxílios a eventos, como o caso do Carnaval. Bastou Marchesan Junior (PSDB) declarar que o Carnaval de Porto Alegre não poderia mais contar com verba pública da prefeitura, que mais prefeitos em outras cidades seguiram o mesmo caminho. Em Sâo Paulo o prefeito Doria (PSDB), entre outras medidas, determinou que a Secretaria de Educação reveja imediatamente todos os gastos que não estão ligados diretamente ao ensino. Em Passo Fundo-RS, o prefeito Luciano Azevedo (PSB) lançou uma minirreforma administrativa que pretende enxugar parte da estrutura e, ao mesmo tempo, readequar órgãos administrativos e suas respectivas atribuições e responsabilidades, como no caso do gabinete do vice- prefeito, que passa a incorporar mais funções e órgãos . São apenas exemplos. Há outros tantos, por todo o país, basta procurar na internet. "Queremos um Estado nem grande nem pequeno, nem máximo nem mínimo, mas um Estado suficiente e eficiente", disse Temer. É exatamente isso. Mas nenhuma reforma, nenhuma medida, nenhum corte, nenhuma suspensão de auxílio terá efeito, se a população não compreender que é hora de estabelecer prioridades. Se a prioridade é saúde, educação e segurança, todo o resto terá que ser viabilizado de outra forma.

Aliás, sobre prioridades o Instituto Ipo realizou pesquisa entre os gaúchos para identificar quais os serviços que devem ser prioridade para o governo.




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