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Por que um cidadão comum, não um político, nem um grande industrial, deve-se importar com o planejamento urbano

Liu Thai Ker, o pai da revolução que transformou a cidade estado de Cingapura - onde Atualmente, 82% da população vivem em moradias públicas- em uma referência internacional de sustentabilidade urbana, é um dos palestrantes confirmados no Summit Imobiliário, dia 04 de abril em São Paulo. Realização conjunta do Secovi-SP e o jornal O Estado de S.Paulo, o evento vai debater os rumos da indústria imobiliária. Para Liu Thai Ker é no espaço público das cidades que nos reunimos como iguais, e neste cenário a urbanização não é tendência, é fato. E como tal deveria ser pensada, repensada, planejada e concretizada o tempo todo. Se a ocupação desordenada é a doença, os urbanistas são fundamentais para o diagnóstico e o tratamento porque a cidade também pode ser solução. O espaço público é o único lugar da cidade no qual um bilionário e um engraxate podem se encontrar, conversar em igualdade de condições e ter os mesmos direitos. “O espaço público é o lugar no qual devemos ser capazes de encontrar um estranho sem ter medo, sem preconceito, com respeito”, afirma. Segundo Thai Ker, a cidade deve ser ecologicamente saudável, ambientavelmente receptiva, fácil de usar, ter um ambiente no qual a educação seja bem conduzida, porque assim as pessoas terão bons empregos e economicamente próspera. Mas faz um alerta: “Existem muito poucos urbanistas decidindo por pessoas. Metade da população do mundo mora em cidades, e quantos urbanistas existem?”, questiona. “Então são poucas pessoas decidindo por muitas”, afirma. Sobre parcerias público privadas, Liu Thai Ker, defende que é preciso fazer com que ações privadas tenham um benefício público. O progresso requer colaboração, é preciso equilibrar decisões do governo com as do povo.

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Grupo Doha apresenta detalhes do porto de Arroio do Sal

Foi apresentado nesta sexta-feira(14) para um pequeno grupo de autoridades, empresários e corretores de imóveis em Arroio do Sal, o projeto de construção do novo porto marítimo do litoral norte do RS. Um grupo de investidores russos, do Grupo Doha Investimentos e Participações SA, vai construir o porto, em Arroio Seco/Arroio do Sal. Cerca de 25 mil empregos diretos e indiretos deverão ser gerados a partir da operação do porto. Os empreendedores russos têm 1 bilhão de dólares, para investir. O dinheiro já está garantido. A ideia é aproximar o comércio brasileiro da União económica euro-asiática. Um mercado comum que abrange 170 milhões de pessoas e significa um PIB da ordem dos US$ 2,2 trilhões de euros. Atualmente, a organização é composta pela Armênia, Bielorrússia, Cazaquistão, Quirguistão e Rússia. O empreendimento vai modificar sobremaneira a realidade dos municípios do litoral norte, sem contar a valorização imobiliária prevista no entorno.

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