Moro condena Palocci a 12 anos de prisão

O ex-ministro Antonio Palocci (PT) foi condenado nesta segunda-feira (26) a 12 anos de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro pelo juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos trâmites legais em primeira instância da Operação Lava Jato. Ex-ministro da Fazenda no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, e da Casa Civil na gestão de Dilma Rousseff, foi preso em setembro de 2016, na 35ª fase da Lava Jato, e denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) em outubro por supostamente participar de esquema envolvendo a atuação da empreiteira Odebrecht junto a Petrobras. 

Palocci está negociando um acordo de delação premiada com os promotores da Lava Jato. Na sentença, Moro afirmou que a prática do crime de corrupção envolveu o pagamento de R$ 10,2 milhões. "Um valor bastante expressivo", disse. "Além disso, o crime insere-se num contexto mais amplo, revelado nestes mesmos autos, de uma conta corrente geral de propinas com acertos de até R$ 200 milhões."

O juiz federal afirmou ainda que os valores "serviram para remunerar, sem registro, serviços prestados em campanha eleitorais, o que representa fraude equivalente em prestações de contas eleitorais". Moro classificou a culpabilidade de Palocci de "elevada", pois ele agiu enquanto ministro da Casa Civil, "um dos cargos mais importantes na administração pública federal".

Segundo a denúncia dos investigadores, Palocci interferiu na licitação de 21 sondas da Petrobras para favorecer a Odebrecht. "Entre 2006 e 2015, Palocci estabeleceu com altos executivos da Odebrecht um amplo e permanente esquema de corrupção destinado a assegurar o atendimento aos interesses do grupo empresarial na alta cúpula do governo federal."

A promotoria alegou que a propina tinha o PT como destinatário principal. Ainda segundo a denúncia, Palocci gerenciava a conta usada pela Odebrecht para pagar o partido. Em 2010, ele foi o coordenador da campanha presidencial de Dilma.

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