Mais cinco delações estão fechadas

A Procuradoria-Geral da República (PGR) acelera os trabalhos para finalizar a negociação de pelo menos cinco acordos de delação premiada até a saída do chefe do órgão, Rodrigo Janot, em 17 de setembro.

Uma das que ganham "fôlego", de acordo com informações da Folha, é a do ex-ministro Antonio Palocci, que pode entregar negociações que favoreceram grupos de mídia como a Globo e nomes do mercado financeiro. O ex-ministro teria apresentado uma nova leva de assuntos, cerca de 40, com assuntos consistentes e políticos com foro. A proposta inicial de Palocci não tinha animado os investigadores, supostamente por não apresentar nomes com foro e nem assumir a prática de crimes. 

Os investigadores insistem para que ele entregue supostos fatos ilícitos envolvendo aliados, como os deputados do centrão –bloco político que ajudou Cunha a se eleger presidente da Câmara em 2015 e que foi determinante para o impeachment de Dilma Rousseff. Além disso, querem que ele apresente informações sobre conta ou um trust em paraíso fiscal que possa ter ligação direta com o presidente Michel Temer. Até o momento, porém, pessoas ligadas ao ex-deputado afirmam que ele não cedeu em relação a aliados e que não tem dados de conta que leve a Temer.

Os investigadores também estariam agilizando as negociações com o empresário Henrique Constantino, sócio da Gol, o ex-deputado Eduardo Cunha e o doleiro Lúcio Bolonha Funaro.



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