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Se Lula for preso vai crescer a crença na perseguição política

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Muito cedo ainda para avaliar qual o efeito de uma prisão eminente de Lula. Não se tem a leitura da compreensão e da interpretação que seus milhões de eleitores, sobretudo das periferias e das menores cidades do nordeste terão a partir da negativa de Habeas Corpus ao ex-presidente. Lula é o retirante, o cara do povo, o líder perseguido, injustiçado, condenado sem provas. É esse o discurso e a imagem que se vende de Lula para seus fieis seguidores. Mas e agora, continuarão acreditando nele? Continuarão votando nele? Sim, a resposta é positiva, porque quem vota em Lula e no PT, sempre vota, sob qualquer circunstância. Com a prisão vai crescer a tese de que é pura perseguição política, porque aos olhos de quem não quer ver, prova nenhuma se mostra eficiente para convencer do contrário.

Se é verdade que Lula preso não terá mais caravana ou palco e terá de cuidar de sua estratégia de defesa em mais seis processos e em conseguir progredir sua pena para um regime menos rígido do que o presídio no Paraná, também é verdade que se o seu nome continuar firme nas pesquisas, apesar da prisão, a militância do PT pode se animar em mantê-lo como candidato com uma pequena chance de a impugnação não sair antes do primeiro turno – ou pelo menos tarde o suficiente para seu sucessor ter votos.

Lula e o PT até agora se prenderam ao poder da figura do ex-presidente para sustentar sua inocência diante do público. Isso não foi suficiente para dobrar as instituições, mas não se enganem, Lula pode ainda muito mais.

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