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Há ainda muito para ser feito. A gasolina e combustível são apenas uma ponta no iceberg.

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O caos se multiplica. Já se verifica desabastecimento de alimentos em diversas cidades do País. O transporte público está funcionando de maneira precária. Aeroportos em situação de colapso. O atendimento na área de saúde começou a ser afetado. O preço da gasolina disparou nos postos, que registram imensas filas de consumidores desesperados. Nos supermercados, armazéns e mercearias, comida, água e provisões básicas começam a faltar. A população já está em estado de aflição e revolta. Essa revolta volta-se agora para o movimento. Aquilo que era para ser apenas uma demonstração de força passou a ser uma ameaça.

Passados cinco dias da greve dos caminhoneiros o país entra em uma situação muito perigosa. O movimento já atinge contornos de irresponsabilidade. Até quando isso irá perdurar?

Agrava-se ao fato de que o pais é refém de grupos e corporações que atuam no setor.Há indícios de que empresários atuam nos bastidores para se beneficiar da redução do preço do diesel, a ser bancada pelo contribuinte, enquanto o Tesouro já acumula elevado déficit. E, num ano eleitoral, não surpreende que haja interesses políticos que tentem se aproveitar do movimento. Pobre brasileiro. Pobre de nós, cidadãos. Não é a primeira vez que acontece, mas agora a situação começa a ultrapassar limites perigosos. Vários direitos individuais e coletivos estão sendo desrespeitados de maneira grave. O comando do movimento deve refletir sobre a situação. Resta poucas alternativas, uma delas é voltar ao trabalho. Infelizmente é preciso se convencer que não há saídas. Os governos não vão baixar impostos, porque não poderão. Não tem como isentar ou baixar ICMS porque os estados estão falidos. Não fará muita diferença baixar PIS e CONFIS porque na ponta a redução será pouca. Não luz no caminho. Há ainda muito para ser feito, a gasolina e combustível é apenas uma ponta no iceberg. 

Agora, no Brasil desgovernado,rosas não nascem sobre terra arrasada.

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