O importante será resistir

Tem mais coisas "escondidas" e maquiadas na greve dos caminhoneiros. Uma coisa é a greve dos caminhoneiros, com apoio dos transportadores e produtores rurais interessados em reduzir o preço do diesel. Atendida essa reivindicação e isentos do pagamento de pedágio quando vazios, não ficaria um caminhão no acostamento. Mas estão ficando, e porque? A população em geral apoia o movimento porque sabe o quanto pesa no seu bolso o custo do combustível. Mas também irá condenar o movimento porque tem ultrapassado o limite entre o direto de greve e o caos.

O governo federal cedeu as exigências dos caminhoneiros. Mas não há certeza de que a paralisação geral vá terminar. Vejam o caso da Petrobrás. A mesma população que apoia a paralisação parece ter esgotado sua paciência com a Estatal. Uns defendem abertura de mercado e outros a privatização. Há quem defenda as duas medidas.

Agora a greve deflagrada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) programada para quarta feira tem outros aspectos. Querem a demissão do presidente da Petrobras, retirada das Forças Armadas das refinarias onde garantem o abastecimento dos caminhões, manutenção dos empregos, “não às privatizações” e ao “desmonte da Petrobras”.

É insano isso, porque enquanto a empresa era vampirizada pelo governo petista que a transformou em objeto de escândalo e escárnio mundial, a turma da FUP, agora grevista, posava para fotos ao lado de Lula e Dilma. Agora, faz greve e se une aos caminhoneiros. Ora, convenhamos;

Neste caso fica claro que oportunistas que defendem o caos querem "Fora Temer". Irão se aproveitar disso, pois é uma chance de criar clima para a volta da esquerda ao poder.

A quem interessa essa greve? Estamos a poucos meses de uma eleição dificílima. É perceptível o uso político do movimento grevista. Há casuísmos de todo lado.


Qualquer que seja o desfecho, o importante é que tenhamos acumulado um mínimo de forças para resistir ao que virá.

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