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Temer no Paraguai. Eunício e Maia viajam para não ficarem inelegíveis

Da esq. para a dir.: Eunício Oliveira, Michel Temer e Rodrigo Maia, em encontro no último dia 28 de maio no gabinete do presidente da República (Foto: Marcos Corrêa/PR)
Desde abril, sempre que o presidente Michel Temer viaja para o exterior, os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), também programam agendas fora do país. O motivo é eleitoral: Maia e Eunício não querem correr o risco de serem impedidos de disputar as eleições em outubro.

É um a vergonha, porque cada um dos parlamentares provoca um gasto público superior a R$ 300 mil. A ida de Maia para Portugal em jatinho da FAB custa pelo menos 200 mil. A ida de Eunicio para a Argentina em outro jatinho da FAB custa cerca de R$ 100 mil. Fossem em avião comercial gastariam menos de R$ 20 mil.

Se tivessem responsabilidade com o dinheiro público, nem precisariam viajar. Poderiam simplesmente pedir licença do cargo.

Especialistas explicam que, no caso de ficarem no exercício da Presidência da República por algum período nos seis meses anteriores à eleição, Maia e Eunício só poderiam concorrer à Presidência. Ou seja, não poderiam disputar outros cargos nas eleições de outubro.

Eunício é pré-candidato à reeleição como senador pelo estado do Ceará. Maia, por sua vez, lançou pré-candidatura à Presidência da República pelo Democratas. Contudo, nos bastidores, não descarta concorrer a um novo mandato de deputado federal.

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