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Eleições 2018: Existem perguntas que ainda precisam ser respondidas

A última pesquisa Ibope, divulgada nesta segunda-feira (20) mostra Lula com 32% e Bolsonaro com 20%. Poucas horas depois outra pesquisa feira pelo CNT/MDA mostra Lula com 37,3%, Jair Bolsonaro com 18,8%, ou seja, ambos os institutos revelam paridade nos dados apurados. A confiabilidade das pesquisas é de 95%, isto é, muito pouco provável que os dados não estejam de acordo com o sentimento do eleitor neste momento. Em ambas as pesquisas Marina está em terceiro lugar, e é ela quem mais se beneficia, caso Lula não possa concorrer- o que é certo. Em ambos os estudos, Haddad ficaria atrás de Marina, Ciro e Alckmin. Questionados sobre o que fariam se Lula for impedido de disputar a eleição e declarar apoio a Haddad, 13% disseram que votariam no ex-prefeito de São Paulo, 14% que poderiam votar e 60% que não votariam nele de jeito nenhum.

Faltam sete semanas para a eleição, e resta saber: Bolsonaro bateu no teto?, poderá crescer ou vai definhar? A TV empurrará Alckmin para o segundo turno?; Quantos votos Lula conseguirá transferir para Haddad?

Com 20% dos votos totais, Bolsonaro parece ter um pé no segundo turno. Se ele subir mais, restará aos demais concorrentes brigar para enfrentá-lo. Nete caso Marina parece ter pequena vantagem sobre os demais.

Ao abraçar o centrão, Alckmin apostou tudo no tempo de TV. É de fato uma grande diferença. O eleitor será bombardeado diariamente por massiva campanha da coligação de Alckmin. Enquanto que os outros terão muito pouco tempo. Qual o papel da TV diante do comportamento do eleitor que é cada vez maior nas redes sociais?

O apoio de Lula será capaz de botar Haddad no segundo turno? O candidato do PT vai crescer nas próximas pesquisas, a questão é saber em que velocidade e se terá tempo suficiente para se cacifar ao segundo turno.

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