Principais candidatos fugiram de confrontos mais ríspidos no primeiro debate da TV

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O primeiro debate dos presidenciáveis na noite desta quinta-feira( 09) pela Rede Bandeirantes não teve grandes embates. Foi um debate até certo ponto morno. Nada de muito diferente do que já se esperava ouvir dos candidatos. Também muito cedo para se concluir sobre tendências. Até porque para a grande massa da população o horário do debate não é muito atrativo. O trabalhador brasileiro dorme cedo e acorda cedo. Na TV o debate terminou na madrugada. O encontro revelou-se apenas um aquecimento da campanha.

A noite mostrou que Geraldo Alckmin, provoca nos oponentes a percepção de que sua candidatura tem potencial de crescimento e deve ser atacada em nome de um lugar no disputado segundo turno. Ele foi o alvo preferencial dos adversários. A estratégia era esperada. Quando você está em desvantagem tem que atacar quem esta na frente. Mas quem está na frente irá sempre acionar quem não tem nenhum potencial de crescimento.

Alckmin destacou o tema da governabilidade, o que busca com o apoio do centrão no Congresso. Foco na redução do tamanho do Estado e na necessidade do ajuste fiscal. Tem-se aí o fio condutor de seu discurso e sua narrativa para se tornar didático e claro para o eleitor. Mostrou domínio dos temas, e apresentou propostas interessantes.

Não houve uma polarização ideológica clássica direita x esquerda. A exceção foi Boulos. O líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) usou o discurso já conhecido para atacar a direita e defender Lula.

Álvaro Dias cansou com a repetição do tema da corrupção. Discurso final vazio e apostando que o tema da corrupção será capaz de gerar apelo eleitoral. Não convence. Foi muito irônico e não inspirou confiança.

Ciro focou no tema do desemprego e do trabalho. Sabe que é uma tema de enorme apelo popular. Tentou demonstrar que tem apelo popular nas regiões pobres do nordeste. Ciro disse que vai tirar as pessoas do SPC, mas não disse como.

O candidato Cabo Daciolo, do Patriota, foi bem. Aliás basta pesquisar a quantidade de memes gerados nas redes sociais a partir de sua participação no debate. Daciolo, deputado federal e ex-bombeiro militar, imprimiu o vozeirão para responder, muitas vezes de maneira desconexa, às perguntas feitas. Firmou o nome e vai se eleger em outras instâncias.

Alckmin, por sua vez, ao invés de escolher Jair Bolsonaro, que lidera as pesquisas em cenários eleitorais sem Lula, acabou mirando a menos beligerante Marina Silva para direcionar suas perguntas. Natural e de acordo com a cartilha.

Bolsonaro foi o tema mais buscado na Internet segundo o Google, que fez uma parceria com a Band para analisar o interesse pelo debate no mundo virtual. No entanto, à medida que o programa se desenrolou, Bolsonaro dividiu os holofotes especialmente com Cabo Daciolo. Bolsonaro atuou sem criar conflito com nenhum candidato. Bolsonaro escapou das respostas que não sabia, assim como dos temas econômicos e buscou outros temas. Foi bem, estava tranquilo e não comprometeu em nada sua campanha com frases e afirmações polêmicas.

Marina Silva foi a mesma de sempre.
Meirelles acusou o PSDB de Alckmin de chamar o programa Bolsa Família de "Bolsa Esmola”. Restou ao tucano elogiar o programa e citar que ele teve origem no Governo FHC - uma tentativa de puxar a memória do eleitor para algo que já faz duas décadas. Eu sou o candidato do emprego", disse Meirelles, que mais uma vez lembrou de sua trajetória como presidente do Banco Central na era Lula.

Violência, desemprego e crise do Estado foram os temas mais recorrentes - aborto e desigualdade de gênero também foram mencionados. Exagero dos jornalistas as perguntas relativas a violência contra a mulher. 


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