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Temer segue deixando vultuosa conta para o próximo presidente pagar

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Três semanas após os ministros do STF aprovarem reajuste de 16,38% para seus salários, o presidente Michel Temer fez acordo com o Judiciário para incluir o aumento no Orçamento de 2019, a ser enviado amanhã ao Congresso.

Em contrapartida ã aprovação pelos senadores da alta salarial — que já passou na Câmara— , o STF concordou em retirar da magistratura federal o auxílio-moradia. Para técnicos da Câmara, a contado reajuste, que elevará a R$ 39,2 mil o salário no STF, será de R$ 1.1 bilhão em 2019. O auxílio-moradia custa R$ 530 milhões.

A decisão do presidente Michel Temer fará com que a folha de pagamento do funcionalismo da União cresça 13,7% acima da inflação de 2017 a 2019. Com ajuda do Congresso, o funcionalismo obteve aumentos que resultam em R$ 38,1 bilhões a mais de gastos. O sucessor de Temer terá de arcar já em 2019 com um aumento real de 4,4% nas despesas com salários, aposentadorias e pensões. São R$ 6,9 bilhões a mais, recursos que teriam sido economizados caso Temer tivesse decidido bancar o adiamento nos reajustes, conforme propôs a equipe econômica.

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