30% dos eleitores não quiseram saber de Bolsonaro e nem de Haddad


Somados votos nulos e brancos e abstenções, os números indicam que, neste segundo turno, cerca de 30% dos eleitores brasileiros abriram mão de escolher o novo presidente da República - um número recorde e histórico, apesar da disputa ter sido uma das mais acirradas das últimas décadas no Brasil. O número de brasileiros que desistiu de comparecer para votar é recorde: 31.331.995, contingente que equivale a mais da metade dos votos recebidos pelo candidato vitorioso, Jair Bolsonaro, 57,6 milhões de votos. 

O não voto sinaliza uma decepção com a política, com os partidos políticos e uma rejeição aos candidatos. Além disso num país onde há mais de 30 partidos políticos o eleitor parece não encontrar quem o represente. As pessoas não sentem que fazem parte das decisões e então não se interessam em participar.


O voto em branco significa que o eleitor acha importante comparecer à urna, mas lava as mãos. Qualquer resultado está certo. O nulo vem de um cidadão que quer ir à urna para registrar seu repúdio à eleição ou às opções apresentadas pelos partidos. A abstenção é uma forma de não legitimar a democracia e reconhecer seu potencial para resolver os problemas do país, ou apenas um desejo de se acomodar com a situação.

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