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Afundou a coligação PSDB e PP na capital

Joel Vargas / PMPA
Afundou a coligação PSDB/PP em Porto Alegre. O rompimento do prefeito Nelson Marchezan (PSDB) com o partido do vice-prefeito, Gustavo Paim, se materializou nesta quarta-feira (5) com a ordem para a demissão de todos os ocupantes de cargos em comissão vinculados ao PP. Um a um, os CCs estão sendo chamados ao gabinete do secretário de Relações Institucionais, Christian Lemos, para receber o “bilhete azul”. Só escapam os que concordam em trocar o PP pelo PSDB ou por um dos partidos da base aliada. A crise política irá produzir alguns efeitos, mas deve ter sido calculada por Marchezan.

Embora o rompimento tenha sido formalizado em 8 de agosto, quando o PP deixou a base do governo na Câmara, ainda restavam, segundo as contas do prefeito, pelo menos 75 assessores indicados pelo partido.

As relações vêm tensas desde a votação do projeto do IPTU, que enfrentou a resistência dos vereadores Mônica Leal, Cassiá Carpes e Ricardo Gomes. Pioraram com a tentativa do vereador Adeli Sell (PT), de renovar a votação do projeto, aprovado com três votos além do necessário, e que teve o aval de Mônica e de Gomes.

Fracassada a tentativa de boicotar o governo no IPTU, que Marchezan considera uma questão de honra, surgiu novo incidente: o pedido de impeachment protocolado por um biólogo filiado ao PP. O PP aliou-se à oposição e apoiou a abertura de uma CPI, proposta por Roberto Robaina (PSOL) para investigar parte das denúncias. O prefeito de Porto Alegre disse que " uem não denunciou corrupção e nos chama de corruptos agora, não fica no governo ". ( Fonte: Rosane de Oliveira/ZH);

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