Veja indica queima de arquivo. Jornalistas são detidos e constrangidos pela polícia na Bahia

Os jornalistas Hugo Marques e Cristiano Mariz, da revista Veja, foram detidos,revistados, constrangidos e conduzidos a uma delegacia pela Polícia Militar (PM) da Bahia, na manhã desta sexta-feira . Os repórteres estavam tentando localizar o fazendeiro Leandro Abreu Guimarães, testemunha-chave para esclarecer as circunstâncias da morte do ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega, quando foram cercados por duas viaturas da PM.

O ex-PM era ligado ao senador Flavio Bolsonaro e foi morto em uma ação policial no último domingo em Esplanada (a 170 quilômetros da capital baiana). A polícia apreendeu um gravador que continha várias entrevistas registradas durante a apuração do caso pelos repórteres. Vinte minutos depois, devolveu o equipamento e liberou os profissionais de VEJA.

Durante todo o dia, diversas entidades ligadas a imprensa emitiram notas repudiando a ação. Os fatos são ainda mais alarmantes porque ocorreram após os repórteres terem se identificado e mostrado suas credenciais de imprensa.

A última edição de VEJA trouxe fotos do corpo do ex-capitão que reforçam suspeitas de que ele foi morto com tiros disparados à curta distância – o que contraria a versão oficial da polícia baiana. As imagens também sugerem que, antes de morrer, Adriano da Nóbrega pode ter sofrido violência.

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