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Alta do dólar, entressafra e aumento da demanda são alguns dos motivos para a elevação de 120% no preço do arroz

Arroz vai mudar de patamar de preços e subir até 30% nas prateleiras dos  supermercados | Corretora de Soja e Arroz em Pelotas e Região
Os últimos dias foram de apreensão para o setor supermercadista. Pressionadas devido ao forte aumento nos preços de itens que compõem a cesta básica do brasileiro, as associações que representam o mercado foram “enquadradas” pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que pediu “patriotismo” aos donos dos estabelecimentos. “[Estamos] pedindo para que o lucro desses produtos essenciais para a população seja próximo de zero. Eu acredito que, com a nova safra, a tendência é normalizar o preço”, afirmou. 

Alta do dólar, período de entressafra e aumento da demanda são alguns dos motivos para a elevação de 120% no preço do arroz nos últimos 12 meses. Nos últimos seis meses, o dólar subiu cerca de 40%. Isso significa que exportar o grão passou a render mais. E esse aumento acaba sendo repassado para o mercado interno. O produtor tenta fazer com que o produto vendido dentro do Brasil tenha um aumento parecido, para compensar uma espécie de perda relativa.

Na quarta-feira 9, a Câmara de Comércio Exterior (Camex), vinculada ao Ministério da Economia, decidiu zerar a alíquota do imposto para a importação do arroz em casca e beneficiado — as taxas praticadas normalmente são de 10% a 12%. A isenção tarifária valerá até 31 de dezembro deste ano e jogará 400.000 toneladas de arroz no mercado doméstico. Sem as amarras que fazem os produtores argentinos e uruguaios serem favorecidos, o Brasil poderá importar o produto de outros países, como Estados Unidos e Tailândia.

Essa medida pode ajudar, mas a grande questão é o valor do dólar. E não há perspectiva de queda de preços.

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