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Mortes por Covid batem recorde na Itália. País proíbe viagens e festa de Natal e Reveillon. Casos na Europa voltam a subir rapidamente

  


A Itália registrou nesta quinta-feira (3) mais 993 mortes causadas pela covid-19, maior número para um único dia desde o início da pandemia. O governo italiano proibiu viagens no Natal e no réveillon para conter uma nova onda de contágio. A restrição passa a valer em todo o país entre os dias 21 de dezembro e 6 de janeiro.

As restrições não valem para deslocamentos de profissionais essenciais, tratamento de doenças e viagens a trabalho.Primeiro país afetado pelo coronavírus na Europa - ainda entre março e abril -, a Itália registrou mais de 57 mil mortes e 761 mil infecções. Nos últimos dias, a situação vem se agravando.

O governo italiano teme que os números da pandemia no país aumentem ainda mais depois do recesso de fim de ano se medidas rígidas não forem adotadas.

Temendo um avanço do coronavírus, outros países da UE também endureceram as regras de isolamento recentemente. Na quarta-feira, a Espanha anunciou que, durante as festas de fim de ano, as reuniões familiares estarão limitadas a até dez pessoas para evitar a propagação do vírus.

No primeiro semestre, o país chegou a ser considerado o epicentro da covid no mundo. Até o momento, foram mais de 1,6 milhão de casos confirmados e pelo menos 45,7 mil mortos.Já o Reino Unido recomendou a criação de "bolhas familiares" para as reuniões de fim de ano: grupos pequenos que se comprometem a não se relacionar com pessoas fora do círculo familiar e, com isso, reduzir os riscos de exposição ao coronavírus.

Na Holanda, o governo tornou obrigatório o uso de máscaras para maiores de 13 anos em escolas, prédios públicos e comerciais - e multa para quem não usa é de € 95 (cerca de R$ 600 reais). O país foi um dos últimos na UE a adotar a medida.

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