Reforma política poderia autorizar um candidato concorrer a dois cargos na mesma eleição

A possibilidade de um candidato concorrer a dois cargos na mesma eleição – e garantir o foro privilegiado – é mais um dos pontos polêmicos apresentados pelo relator da comissão especial da reforma política na Câmara, deputado Vicente Cândido (PT-SP), além da votação em lista fechada e a criação e um fundo partidário abastecido com verba pública. Atualmente, a dupla candidatura é proibida no Brasil. De acordo com a proposta de Cândido, um político poderia disputar, simultaneamente, uma vaga tanto no Executivo, via eleição majoritária, quanto no Legislativo, já no sistema de lista. Assim, um candidato a governador pode acabar sendo eleito deputado estadual, por exemplo. A regra impediria a disputa por cargos da mesma esfera, como deputado federal e senador. “Você não deixa no banco de reservas alguém que teve 40% ou 49% de votos em uma eleição majoritária”, explicou o deputado durante uma entrevista coletiva realizada logo após a leitura do relatório na última terça-feira (4). O argumento do Deputado é válido, mas é preciso considerar também que caso seja aprovado, é mais uma oportunidade de dar foro [privilegiado] para quem está fugindo de investigações, como também dificulta a renovação das assembleias estaduais e do próprio Congresso, mantendo sempre os mesmos nomes no cargo.

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