Trump quer mesmo derrubar o protegido de Putin?

Em retaliação ao ataque químico que matou ao menos 80 pessoas na Síria, o presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou o lançamento de 59 mísseis contra base militar do regime do ditador Bashar al-Assad. O país árabe passa por guerra civil há seis anos. Na terça, uma ofensiva com gás tóxico contra cidade dominada por opositores de Assad deixou dezenas de vítimas, entre elas várias crianças. “Assad sufocou homens, mulheres e crianças inocentes. Até mesmo lindos bebês foram cruelmente assassinados neste ataque bárbaro”, disse Trump. “Nenhum filho de Deus deveria jamais sofrer horror tão terrível.” Segundo o presidente, é “interesse vital da segurança nacional dos EUA” evitar ouso de armas químicas. O Pentágono afirma que 59 mísseis Tomahawk foram lançados de dois navios de guerra e atingiram a base aérea de Al Shayrat, em Homs. De acordo com o governo, nenhum avião ou material militar da Rússia — que apoia o regime — foi atingido. Moscou teria sido avisada antes do ataque. A ação dos EUA põe russos e americanos em rota de colisão. A cartada final para tirar Assad do poder implicaria tropas em solo. Mas Trump quer mesmo derrubar o protegido de Putin? Além de brigar com uma potência nuclear, haveria a chance de humilhar um Putin sem condição de reagir devido à penúria econômica. As ações dos americanos podem significar inicio de um conflito ainda muito mais agressivo e destruidor para a população e soldados.

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