Mais uma vez a aposentadoria vai mudar, agora surge o pedágio! pobre trabalhador brasileiro.


Os trabalhadores mais jovens serão os que vão ter que arcar com o rombo da previdência para tentar fazer com que o sistema volte ao equilíbrio. Essa é a ideia da reforma que o governo tentará aprovar após as eleições municipais. O Palácio do Planalto já escalou o time que partirá para o vale-tudo na batalha para aprovar a reforma da Previdência Social. O grupo será liderado pelo ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e pelo secretário da Previdência do Ministério da Fazenda, Marcelo Caetano, que já estão largando notinhas na imprensa para tentar convencer a sociedade . Pelos planos do governo, haverá atuação mais forte em grupos organizados, com forte estrutura corporativa e grande poder de manifestação, como os militares. No caso dos trabalhadores mais jovens, de até 50 anos, as regras, se aprovadas pelo Congresso, valerão de imediato. E integralmente. Ou seja, se a idade mínima para aposentadoria for adotada, os homens só poderão se aposentar aos 65 e as mulheres, aos 60 ou 62. Já para os trabalhadores com mais de 50, haverá um pedágio de 40% ou 50% do tempo que ainda falta para a aposentadoria. Quer dizer: um trabalhador que está a cinco anos de se aposentar terá que contribuir por até mais 2,5 anos ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Trata-se de um sistema semelhante ao fator previdenciário que está em vigor hoje. Haverá apenas uma espécie de aprimoramento.

Outro argumento do governo é de que, sem a reforma da Previdência, o país terá que aumentar, constantemente, a carga tributária. A conta não fecha mais. No próximo ano, apenas o INSS terá rombo de quase R$ 150 bilhões. Então, a sociedade que reclama que já paga tributos demais terá de escolher entre transferir mais dinheiro para o governo ou mudar a Previdência e estancar, ao longo do tempo, o aumento do deficit. É uma dureza!

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