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Lula no nordeste e Dória vestido de peão

As imagens são reveladoras. Um em franca campanha para as eleições de 2018, vai ao nordeste, se veste como nordestino e participa de um roteiro pelos estados da região durante 20 dias. Lula continua a vender a imagem que está ao lado do povo nordestino, dos mais pobres e daqueles que sobrevivem dos programas sociais do governo. O outro, Dória, que a cada dia cresce como sendo o anti-Lula, bota roupa de caubói, come comida de peão e faz discurso em Barretos. Depois de receber presentes como fivela e chapéu, Doria afirmou que visitava Barretos como "amigo", "não como pré-candidato à Presidência da República".

Na sexta (18), em Fortaleza (CE), Doria respondeu a uma afirmação de Lula, que se comparou, na Bahia, ao argentino Lionel Messi, cinco vezes eleito o melhor jogador do mundo."O Lula me atacou e disse que é o Messi. Pois então Lula, eu te digo que eu prefiro ser o Neymar, que é brasileiro e negro, Lula. Essa é a minha escolha", disse Doria em evento com a presença de líderes empresariais do Estado. Pouco antes, Doria já havia chamado Lula de "sem-vergonha, mentiroso, preguiçoso e covarde" por críticas que diz ter recebido do ex-presidente, entre elas o fato de estar viajando muito. Doria, só em agosto, já esteve em quatro capitais do Nordeste -Salvador, Natal, Fortaleza e Recife.

Em Salvador, o prefeito paulistano foi recebido sob protestos e foi atingido por ovos. O Nordeste é o principal reduto eleitoral de Lula e sua principal aposta para alavancar a votação em 2018, caso seja candidato à Presidência. O petista é aliado de oito dos nove governadores da região. Em suas viagens, Doria tem feito uso da estrutura do Lide (Grupo de Líderes Empresariais), que ele fundou e do qual se licenciou. Ele nega ser candidato à Presidência em 2018, mas diz que "não vai se furtar".

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