Lava-Jato apura fraude na Olimpíada do Rio. Corrupção no Comitê Olímpico Brasileiro fazia parte do esquema de Sérgio Cabral

A força-tarefa da Operação Lava-Jato voltou a atuar no Rio de Janeiro nesta terça-feira (5). Os alvos do momento são o empresário Arthur César de Menezes Soares Filho, conhecido como o "rei Arthur", e o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman. As investigações têm como foco também o processo de escolha do Rio como sede dos Jogos Olímpicos 2016, além do pagamento de propina em troca da contratação de empresas terceirizadas por parte do Governo do Estado do Rio de Janeiro. Arthur, o "rei", tem contra ele e sua sócia, Eliane Cavalcante, mandado de prisão, acusados de lavar parte do dinheiro do esquema a partir de uma sofisticada operação envolvendo offshores nas Ilhas Virgens Britânicas e contas nos Estados Unidos e Antigua e Barbuda. Ele é dono de empresas fornecedoras de serviços, há anos, ao governo do Estado. Já Nuzman, cuja casa é alvo de busca e apreensão, é apontado segundo as investigações como suspeito de intermediar a compra de votos de membros africanos do Comitê Olímpico Internacional (COI) para a escolha do Rio como país-sede da Olimpíada. A operação foi determinada pelo juiz da 7ª Vara Criminal, Marcelo Bretas, em cooperação internacional com as autoridades da França e de Antigua e Barbuda.

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