O jogo está jogado: Temer ficará até o fim

Para garantir os votos necessários para barrar a segunda denúncia oferecida pela Procuradoria Geral da República, hoje, o Palácio do Planalto lançou mão de uma série de estratégias. Uma delas foi a exoneração de nove ministros que têm cargo de deputado para votarem na sessão de quarta. De olho na bancada ruralista, também foram anunciadas medidas polêmicas, como a que dá desconto de até 60% em multas por crimes ambientais e outra que torna mais brandas as regras de fiscalização do trabalho escravo. Temer também centrou esforços na liberação de emendas parlamentares da base aliada. Ou seja, usou de todas as suas armas para garantir a vitória. E convenhamos, são armas muito pesadas e muito mais poderosas do que a simples ira da oposição.

A oposição definiu a estratégia de prolongar ao máximo a sessão e assim tentar ampliar o desgaste de aliados do governo. A estratégia é fazer com que a votação se prolongue até o meio da noite, quando a maioria da população já estará em casa e diante da televisão, com possibilidade de acompanhar a votação."Quem quiser votar com Temer vai ter que assumir o desgaste de dar o 'sim' em pleno horário nobre", disse o líder do PSB na Câmara, deputado Júlio Delgado.

Para que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), possa começar os procedimentos da votação, é necessário que pelo menos 342 dos 513 deputados registrem presença no plenário.

Michel Temer (PMDB) e a sua “tropa de choque” avalia ter garantidos 240 votos e trabalha para repetir ao menos o placar obtido na primeira denúncia – 263 votos -, evitando assim uma derrota política. Mas com qualquer número, o jogo está jogado.

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