Só nome não ganha eleição

Em meio ao descrédito generalizado da classe política, parece crescer o desejo dos brasileiros de ter no comando candidatos chamados outsiders, aqueles que não fazem parte do sistema político/partidário tradicional, mas que podem, pelo menos no imaginário coletivo, fazer algo diferente. Esse desejo já vem sendo observado por diversas pesquisas de opinião que tentam prever o que se passa na cabeça do eleitorado depois do turbilhão que virou a vida política nacional. Mas e a militância? Candidatos sem uma forte militância e uma estrutura partidária suficiente para fazer frente aos grandes caciques seriam capaz de emplacar? 

Candidaturas como a do apresentador Luciano Huck, do procurador Deltan
Dallagnol e do juiz Sérgio Moro crescem na especulação. Huck nega que seja candidato e, recentemente, reafirmou essa posição nas redes sociais. O procurador da força-tarefa da Lava-Jato Deltan Dallagnol recentemente admitiu pela primeira vez uma eventual candidatura, mas garante que essa possibilidade não é para 2018. O nome de Dallagnol é cotado para uma vaga no Senado pelo Paraná. Especulações dão conta de que ele teria tratado disso com o senador Álvaro Dias, que deixou o PSDB recentemente para migrar para o Podemos, antigo PTN, legenda que poderia abrigar o procurador. O juiz Sérgio Moro, que coordena as ações da Lava-Jato na primeira instância, já teve seu nome incluído nas sondagens, mas, na mais recente, ele não apareceu na estimulada nem mesmo na espontânea. De qualquer forma, Moro nega qualquer interesse em largar a carreira jurídica.

Cientistas políticos afirmam que há grandes chances de candidatos para além dos já colocados nas pesquisas de opinião: líderes evangélicos com grande patrimônio, alta cúpula do jogo do bicho ou do tráfico de drogas e personalidades da mídia. Mas só nome não ganha eleição.

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