Deputados se enrolam e não votam

A estratégia da oposição ao governo Sartori de usar o tempo de três sessões extraordinárias para enrolar e não votar temas importantes para o futuro do Estado deu certo. Foi uma derrota avassaladora para Sartori, mas a derrota é de toda a sociedade gaúcha, porque o que se está discutindo não é o futuro deste governo e sim do Estado. Medidas que estão sendo propostas que trarão governabilidade não apenas para Sartori mas para muitos outros governadores que virão. Nunca na história recente do parlamento gaúcho há registros da necessidade de três sessões extraordinárias sem que haja um desfecho final com a aprovação ou rejeição de projetos em análise. Algo repugnante. Um desserviço a sociedade.

Com apenas 19 deputados na obstrução, os deputados de oposição do PT, Psol, PCdoB, mais os do PDT, contaram com interpretações subjetivas do presidente Edegar Preto, que foi inclusive qualificado de golpista pelo deputado Marcel Van Hatten(PP). O deputado do PP foi ainda mais longe, “não me admira seu golpismo, porque o senhor vem de um movimento terrorista, o MST”, disse.

O PDT de Preto se aliou as oposicionistas contra o governo porque perdeu, ou não ganhou alguns cargos no governo do qual participou e apoio por pelo menos dois anos.



Agora, não é possível criticar apenas os deputados. Falo da falta de respeito, ao descompromisso com o convívio social, à falta de educação das pessoas, com absoluto desprezo pelas regras protagonizado por sindicalistas e funcionários públicos que se manifestavam nas galerias. Rídiculo!

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