Se cogita de tudo em São Bernardo

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Não há garantias de que Lula irá se entregar. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva cogita não se entregar à Polícia Federal nesta sexta-feira (6) e quer “resistência pacífica” em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, no ABC paulista. Este é o local onde Lula pretende estar ao final do prazo estabelecido pelo juiz Sergio Moro, responsável pela Lava Jato em Curitiba, para que ele se apresente de maneira voluntária até as 17 horas desta sexta, na sede da PF.

Como classificar "resistência pacífica"?

O ex-presidente vai ser aconselhado pelos seus apoiadores. Mas os conselhos serão, em sua maioria, precipitados.

Lula ainda está conversando com seus advogados, mas disse a aliados que postura de Moro foi “arbitrária” e que, portanto, estava reavaliando uma possível apresentação voluntária à cúpula da polícia. As informações são da Gazeta do Povo.

Do ponto de vista jurídico a melhor coisa que pode acontecer para os advogados de defesa do ex-presidente é ele se entregar.

Do ponto de vista político não. A ideia é apostar na radicalização.

"O sonho de consumo desse pessoal e do Moro é me manter pelo menos um dia preso na cadeia", disse Lula agora a pouco ao jornalista Kennedy Alencar.

Se cogita de tudo em São Bernardo. A ideia mais recente foi a de um “cordão humano” em torno do prédio do Sindicato. O senador Lindbergh Farias chegou a usar as mídias sociais para convocar caravanas de militantes. Já os movimentos-satélites foram bem mais agressivos, com coordenadores do MST prometendo “porrada, guerra e luta” e um “abril vermelho ao quadrado”.

A ideia é ter a imagem da PF entrando no sindicato para tirá-lo de lá. O local é simbólico para os petistas, onde Lula começou sua vida pública.

Segundo dirigentes do PT, a militância do partido e integrantes de movimentos sindicais e sociais – base histórica da sigla –, além de parlamentares, farão uma espécie de vigília a partir da noite desta quinta . Lá devem esperar que a PF busque o ex-presidente e o leve a Curitiba. 

O diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro, escalou emissários para negociar com o PT os termos para a prisão do ex-presidente. Três pessoas próximas a Lula foram procuradas com o objetivo de abrir diálogo para acertar as condições e o local do encarceramento.

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