Desabafo de Neymar Jr. em campanha não convence

A equipe de gestão de marca do "produto Neymar" achou por bem lançar uma campanha para melhor a imagem do seu jogador-produto a fim de que ele não perca mais valor, após sua desastrosa participação na Copa do Mundo da Rússia. Acontece que a estratégia dos marqueteiros não produziu o efeito desejado e aumentou ainda mais o prejuízo a marca Neymar.

O depoimento em primeira pessoa, apesar de calculado, parecia um indício de que o craque da seleção brasileira e do PSG estaria disposto a rever comportamentos que depreciaram sua imagem na Copa do Mundo.

Só que neste domingo, um vídeo divulgado junto do logotipo e o slogan de uma campanha publicitária da Gillette não caiu bem. Parece tudo preparado, nada verdadeiro, real, puro e original. 
Ao tentar se reerguer, o atacante caiu no embuste de uma ação comercial disfarçada de exercício de humildade.

Em um período delicado da carreira, Neymar se presta ao papel de garoto-propaganda de empresa que não se preocupa com as críticas que ele sofre, mas sim em seguir lucrando com sua imagem a todo custo.

Neymar saiu da Copa com a pecha de menino mimado, explorada à exaustão em críticas muitas vezes desmedidas e até mesmo preconceituosas, mas o comercial/o texto publicitário, recheado de contornos épicos,  pouco assertivo no conteúdo, não ajudou em nada.

O tom do comercial soa mais como um pedido de desculpa do que autocrítica. Misturando mea culpa com propaganda, Neymar retrocedeu as casas que havia avançado depois da Copa ao falar com a imprensa durante um evento de sua fundação e rir de si mesmo ao brincar com crianças sobre a fama de cai-cai. Não há como reconhecer erros, assimilar reprimendas ou levantar bandeiras quando a tomada de posição é forjada por compromissos publicitários.

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