Gasto da Câmara dos Deputados e do Senado chega a R$ 4,6 bilhões até junho

O balanço das atividades no Congresso Nacional no primeiro semestre de 2018 revela que o gasto da Câmara dos Deputados e do Senado foi bilionário — pelo menos R$ 4,6 bilhões até junho, de acordo com levantamento feito pelo Correio Brasiliense .

Nas 48 sessões deliberativas (ou seja, com votações) feitas até agora no Senado, foram aprovadas 33 matérias. Com apenas sete sessões abertas para discutir projetos, o pior mês na Casa foi junho, que é tradicionalmente fraco pelas festas juninas, mas este ano também sofreu reflexos da Copa do Mundo e das eleições, que dispersam os parlamentares para suas bases, longe de Brasília. No mesmo mês do ano passado, por exemplo, o Senado teve o dobro de sessões deliberativas.

Boa parte do escasso tempo que os parlamentares passaram no Congresso este ano foi empregado em discursos, em sessões não deliberativas, sobre questões como a greve dos caminhoneiros, entre maio e junho, ou em discussões sobre segurança pública, especialmente nos primeiros meses do ano. Do ponto de vista da segurança pública, eleito o assunto prioritário pelo governo assim que enterrou a reforma da Previdência e decretou a intervenção federal no Rio de Janeiro, no início do ano, o que se conseguiu foi aprovar a criação do Ministério da Segurança Pública e do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), além de projetos menos complexos, como os que endurecem penas para alguns tipos de crimes. As duas principais medidas ainda precisam de regulamentação.

Já outros projetos da lista de itens prioritários do governo, anunciada em janeiro, como privatização da Eletrobras, autonomia do Banco Central e extinção do fundo soberano, seguem empacados. Alguns já no formato de projeto de lei ou Medida Provisória (MP), outros ainda no plano das ideias, sem muitas chances de irem para o papel este ano.

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