Até quando o PP vai compactuar com os constrangimentos que Ciro Nogueira provoca?

A campanha nem começou direito e a candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) ao Palácio do Planalto está sendo boicotada dentro de sua própria coligação com transmissão ao vivo via rede social.

O gesto público veio do senador Ciro Nogueira (PI), presidente do PP, partido da senadora Ana Amélia (RS), candidata a vice do tucano.

Na última sexta (17), Nogueira participou de uma caminhada em Teresina com o petista Fernando Haddad, vice-presidente na chapa de Lula, e Wellington Dias (PT), que disputa a reeleição para governador.

Em vídeo divulgado por Haddad, Nogueira destaca a presença do ex-prefeito de São Paulo, faz o sinal do “L” e diz que está “lutando ao lado de Lula”. “Lula presidente”, afirma.

No dia 26 de julho, ele estava ao lado de Alckmin na mesa em que foi anunciado o apoio dos partidos do centrão, incluindo o PP, à candidatura do ex-governador paulista.

Candidato à reeleição ao Senado, Nogueira não surpreende. É daqueles parlamentares que forjam a carreira política na sombra, negociando cargos e espaços em um governo federal seja qual for o presidente. Já fez muita coisa em nome do partido sem que o partido tenha aceitado.

O episódio de sexta-feira, além de constrangedor para a chapa de Alckmin, sinaliza que o tucano terá dificuldades em transformar em votos o caro apoio que negociou com o aglomerado de partidos do centrão.

Falta de apoio nos estados, traição pública por parte de aliado importante e risco de punição na Justiça Eleitoral. Uma largada preocupante para quem busca desempacar e subir nas pesquisas rapidamente. ( Leandro Colon – Folha de S.Paulo)

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