Prisão domiciliar para Lula?

Aparentemente, é tão grande, entre os petistas, o pessimismo em relação à possibilidade de a Segunda Turma do STF libertar Lula na próxima terça-feira que o partido já está organizando um evento para dar apoio ao ex-presidente na noite de Natal, do lado de fora da PF de Curitiba. Ainda que a Segunda Turma seja conhecida como Jardim do Éden, por sua vocação para soltar réus, os especialistas em Supremo consideram remota a possibilidade de acolhimento do habeas corpus do ex-presidente nesta circunstância.

Afinal, o fundamento da ação é o pedido da defesa de anulação da condenação do ex-presidente por Sérgio Moro por parcialidade, com base no fato de o ex-juiz ter se tornado o futuro ministro da Justiça do principal adversário do PT na campanha eleitoral. O recurso lembra que, durante o período eleitoral, Moro, entre outros atos, autorizou a divulgação de trechos da delação de Antonio Palocci que citavam o ex-presidente e outros petistas.

Ainda que, entre os ministros do STF, haja quem gostaria de pegar Moro na esquina, por discordar de excessos em suas decisões, ninguém terá peito, às vésperas da posse do novo governo, de anular completamente as ações do futuro ministro como juiz – até porque boa parte delas tem o apoio da opinião pública. Seria um ato excessivo, diz um observador da Corte. Há, porém, chances razoáveis de a Segunda Turma transformar a prisão de Lula em domiciliar. (Helena Chagas)

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