45% apoiam Nova Previdência segundo pesquisa de maio da XP-Ipespe


A sétima pesquisa da série XP Ipespe mostra, pelo terceiro mês seguido, tendência de alta na avaliação negativa da população em relação ao governo Jair Bolsonaro. O percentual dos entrevistados que classificam a atuação do governo como ruim ou péssima oscilou (dentro da margem de erro) de 26% para 31%. Considerando a redução de quatro pontos percentuais entre as pessoas que não responderam ou não sabiam avaliar, é provável que entrevistados desse grupo tenham migrado para uma avaliação negativa do governo. Em contraponto, se manteve estável no último mês o percentual de entrevistados que avaliam como ótimo e bom o atual governo.

Nesta rodada, a pesquisa voltou a medir a opinião da população sobre personalidades da política brasileira. O ministro da Justiça, Sérgio Moro, permanece com a melhor nota (6,5), seguido pelo presidente Jair Bolsonaro (5,7) e pelo ministro da Economia, Paulo Guedes (5,7). Na outra ponta, Rodrigo Maia teve nota 4,1 e Fernando Haddad nota 3,8.


VICE-PRESIDENTE

Os entrevistados foram questionados também sobre a atuação do vice-presidente da República, Hamilton Mourão, e 39% classificaram como ótimo e bom seu desempenho, enquanto 20% avaliaram como ruim ou péssimo. Perguntados sobre a contribuição de Mourão para o governo, apenas 11% dos entrevistados responderam que o vice-presidente colabora negativamente e outros 82% classificaram como positiva ou neutra a contribuição.


PREVIDÊNCIA

Pela primeira foi perguntado a opinião dos entrevistados sobre a proposta de reforma da Previdência apresentada pelo governo Jair Bolsonaro. A PEC da Nova Previdência tem o apoio de 45% da população, ainda que 21% divirjam parcialmente do texto proposto. Outros 50% discordam da PEC, mas nesse grupo 22% acreditam que alguma reforma seja necessária. Ainda assim 74% dos entrevistados contam com a aprovação da proposta de Bolsonaro, mesmo que haja alterações. O percentual de entrevistados que reconhecem a necessidade de mudanças nas regras da Previdência no Brasil manteve o patamar dos últimos meses, tendo oscilado de 61% para 62%.

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