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Bolsonaro já tem plena convicção de nomear o filho para ser embaixador nos EUA

Eduardo Bolsonaro vinha atuando como chanceler informal e acompanhou o pai em todas as viagens internacionais Foto: Edilson Dantas / 10-6-2019
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) começou, nos bastidores, a avaliar as chances de aprovação, pelo Senado, de seu filho Eduardo Bolsonaro para oposto de embaixador nos EUA. Segundo assessores, ele está determinado a oficializar a indicação, mas teme uma eventual rejeição como derrota pessoal. Terá que enfrentar ainda um debate jurídico.

Um primeiro placar esboçado pelo Planalto aponta que Eduardo teria hoje o voto de 8 dos 17 integrantes da Comissão de Relações Exteriores, uma margem apertada. Caso o nome do deputado federal pelo PSL seja vetado, porém, o cenário pode ser revertido com maioria simples no plenário.

A insatisfação no Senado começa ase tomar pública. Para a presidente da CCJ na Casa, Simone Tebet (MDB-MS), a indicação “foi talvez o maior erro” de Bolsonaro. No entanto, o presidente voltou ontem a defender a ideia. “Se está sendo tão criticado, é sinal de que é a pessoa adequada. Fontes no Planalto revelaram para a imprensa que o presidente já teria decidido pela nomeação, que é questão de dias para ser oficializada.

Sendo as atribuições de embaixador desempenhadas por cargo político, estaria o presidente autorizado a nomear seu filho? A resposta ainda é incerta. A caracterização do nepotismo não está afastada em todo e qualquer caso de nomeação para cargo político. O caso terá que ser decidido pelo Supremo, embora o presidente, ao decidir, deve ter com certeza um amparo jurídico definitivo.

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