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Governo lança carteirinha estudantil digital e UNE acha que é retaliação

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Bolsonaro acerta em acabar com o monopólio da UNE na emissão das carteirinhas de estudante. A medida provisória (MP) que cria a carteira de identificação estudantil digital. Além de modernizar o sistema , evita um monopólio que não tem razão para existir.O documento custa atualmente R$ 35.Segundo o MEC, apesar de ser gratuita para o estudante, a emissão da carteira estudantil terá um custo de 17 centavos por documento, que será bancado pelo governo federal.O documento poderá ser obtido após um cadastro na internet ou em agências da Caixa Econômica Federal. A MP altera a Lei nº 12.933/2013, que regulamentou a meia-entrada, para permitir que o Ministério da Educação (MEC) possa emitir a identificação, que será gratuita para o estudante.Segundo o governo, a ID Estudantil poderá ser utilizada por todos os estudantes da educação básica, profissional e tecnológica e superior. Na cerimônia de assinatura da MP no Palácio do Planalto, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, destacou a redução da burocracia e a universalização do acesso ao documento, já que não haverá mais custo para o estudante. Ele também reforçou que será feito um melhor controle contra fraudes.A emissão da nova carteira de estudante começará em 90 dias a partir da publicação da MP no Diário Oficial da União, ou seja, em dezembro, para os estudantes do ensino superior. Para os demais estudantes, o documento deverá estar disponível em até seis meses.
A UNE disse em sua conta no Twitter que “No último período, os estudantes foram responsáveis pelas maiores manifestações no Brasil. Por isto, o governo Bolsonaro revida com uma MP em clara".

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