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Chamados para o SAMU em Bento agora serão atendidos por médicos locais

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A gestão pública do prefeito Guilherme Pasin, em Bento Gonçalves, mais uma vez da exemplo de sintonia com seus cidadãos. Há muito tempo a população não entendia como pode a regulação do serviço do SAMU ser distante da sua cidade. Ou seja, se alguém ligar para pedir auxílio ao SAMU, um atendente em Porto Alegre iria decidir acionar ou não a equipe de emergência para se deslocar para atender o chamado. Isso já acarretou diversos problemas, e em alguns casos a demora do atendimento se deu inclusive porque a falta de conhecimento dos endereços locais era um fator de dificuldade.

Agora isso mudou. A regulação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Bento Gonçalves passa a ser feita em uma base municipal a partir desta quarta-feira (30). Um convênio entre o município e o governo do Estado foi assinado em Bento nesta manhã, com a presença da secretária estadual da Saúde, Arita Bergmann.

“Esse é um marco histórico da descentralização da regulação compartilhada do Samu”, disse a secretária Arita Bergmann durante a cerimônia de inauguração. Durante o horário pré-determinado para o funcionamento da regulação compartilhada, os profissionais em Bento Gonçalves receberão as chamadas que, de outro modo, seriam atendidas em Porto Alegre. “Com isso, vai agilizar o tempo de resposta do acionamento das ambulâncias na cidade e desafogará o serviço prestado na capital, diminuindo a carga de telefonemas atendidos na Central Estadual”, explicou. Ela acrescentou se tratar de “uma inovação, com o uso de uma ferramenta inédita no resto do país”.

Agora o médico do Samu que estiver de plantão na base do município terá acesso, em um computador, ao sistema estadual de regulação. Todo o chamado que for feito de Bento Gonçalves vai cair no posto municipal, e este médico será o responsável por definir as prioridades e encaminhar os atendimentos das ambulâncias. O secretário, ou o gestor público poderá em tempo real, por aplicativo no seu celular, acompanhar inclusive as chamadas e verificar o serviço.

A prefeitura contratou a empresa que fornece e tem os direitos sobre o software do sistema de regulação, a True, ao valor de R$ 3 mil por mês. As equipes do município já passaram pelo treinamento para o uso do sistema. Cerca de 10 médicos se revezam na escala dos plantões das equipes do Samu de atendimento avançado e vão operar o sistema.

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