Pular para o conteúdo principal

Afinal quem são os eleitores?

Imagem relacionada

O ano começou e com ele a expectativa sobre as eleições municipais. Afinal quem são os candidatos? É pergunta recorrente nos debates dos mais variados grupos sociais. Quem tem chance?

Poucos! Um ou dois talvez. O restante participará do debate, mas não tem conteúdo, estrutura partidária, militância, dinheiro, credibilidade e sim, muita rejeição.

Por outro lado, a movimentação social mostra que é preciso também, mais do que saber quem são os candidatos, saber quem são os eleitores, como pensam e como decidem, porque a partir deles, é que se pode definir que vai mesmo concorrer com chances para se eleger.

Elis Radmann cientista social e política define alguns tipos de eleitores:

O esperançoso = É o eleitor predominante. Procura um candidato em quem possa acreditar, mesmo que se frustre depois. Acredita nas pessoas e não nos partidos. Tende a mudar de candidato a cada ciclo.

O de última hora = Deixa para escolher na última hora e, em muitos casos, pede ajuda a amigos e familiares. Este tipo de eleitor também é motivado pelos santinhos, em especial, as colas eleitorais. Este eleitor sempre foi simpático ao material jogado no entorno dos locais de votação no dia da eleição.

O que vota em benefício próprio = Vota no candidato que possa lhe resolver um problema ou trazer um benefício. É o típico eleitor clientelista que teve o seu princípio fortalecido pela ampliação das denúncias de corrupção. Este eleitor acredita que todos se beneficiam com a política.

O prático = Avalia a conjuntura do momento e vota em um candidato que tenha viabilidade, condições de executar o que propõe com menor margem de risco. Este eleitor também é conhecido como pragmático ou racional. Avalia o custo X benefício de sua decisão e tende a manter o governante que está desenvolvendo um trabalho satisfatório.

O ideológico = Tem uma visão de mundo e acredita em ideais e princípios. Vota por critérios políticos: seja pelo partido, por interesse de uma categoria ou de classe, por proposição do candidato ou pelo direito de uma minoria (causa específica).

O descrente = Compreende uma parcela significativa do eleitorado. Se decepcionou com a política ou nunca gostou. Não acredita na política e nos políticos e mantém a opção de não votar (não comparecer ou votar em branco e/ou anular o seu voto).


Fato é que as eleições municipais são as mais importantes, porque é nos municípios que tudo acontece. É nos municípios que as pessoas moram. Por isso é importante conhecer o eleitor, saber seu comportamento, como pensa, como age, se está ou não conectado com a política, que tipo de representante quer eleger, que tipo de prefeito ou vereador quer eleger. 

De nada adianta partidos apontarem nomes por interesse próprio sem saber o que a população quer e espera. Candidatos tradicionais ? Outsiders ? populistas ? jovens? inovadores ? enfim.. quem? Afinal quem são os candidatos? Bem isso será tema de outro post.




Postagens mais visitadas deste blog

Gleisi Hoffmann, a senadora dos olhos verdes do PT tinha um amante

Em delação premiada, o advogado Alexandre Correa Romano, da Odebrecht, contou para a Polícia Federal como manteve tórrido romance com Gleisi num hotel de luxo dos Alpes da Suíça. Lá onde o calor dos corpos costuma afastar o frio, Gleisi Hoffmann, a senadora dos olhos verdes do PT, entregou seu coração ao amante. E Paulo Bernardo, o marido traído, ficava em Brasília, seja como ministro do Planejamento, seja ocupando a cadeira principal do Ministério das Comunicações, enquanto sua estrela predileta flutuava em na realização de suas fantasias eróticas. O jornalista Mino Pedrosa conta em detalhes escandalosos as razões que estão por trás do apelido que a Odebrecht aplicou na senadora Gleisi Hoffman No rastro do advogado Alexandre Correa Romano, a Polícia Federal encontrou um flat que era utilizado para guardar dinheiro e encontros clandestinos e amorosos. Segundo documentos da Operação Lava Jato, o flat fica na rua Jorge Chamas, 334, apartamento 44, em São Paulo. Romano recebia hósp

Grupo Doha apresenta detalhes do porto de Arroio do Sal

Foi apresentado nesta sexta-feira(14) para um pequeno grupo de autoridades, empresários e corretores de imóveis em Arroio do Sal, o projeto de construção do novo porto marítimo do litoral norte do RS. Um grupo de investidores russos, do Grupo Doha Investimentos e Participações SA, vai construir o porto, em Arroio Seco/Arroio do Sal. Cerca de 25 mil empregos diretos e indiretos deverão ser gerados a partir da operação do porto. Os empreendedores russos têm 1 bilhão de dólares, para investir. O dinheiro já está garantido. A ideia é aproximar o comércio brasileiro da União económica euro-asiática. Um mercado comum que abrange 170 milhões de pessoas e significa um PIB da ordem dos US$ 2,2 trilhões de euros. Atualmente, a organização é composta pela Armênia, Bielorrússia, Cazaquistão, Quirguistão e Rússia. O empreendimento vai modificar sobremaneira a realidade dos municípios do litoral norte, sem contar a valorização imobiliária prevista no entorno.

Russos querem mesmo construir porto em Arroio do Sal

O deputado federal gaúcho Bibo Nunes apresentou ao governador Eduardo Leite, sexta-feira, o protocolo de intenções que demonstra o interesse de grupos privados russos em investir um total de R$ 3,56 bilhões na construção de um porto em Arroio do Sal, Litoral Norte do RS. O investimento, inicialmente projetado em cerca de 1 bilhão de dólares pelo secretário do Meio Ambiente, Agropecuária e Pesca de Arroio do Sal, Luis Schmidt, pode chegar a US$ 2,8 bilhões. A prefeitura já concedeu viabilidade econômica para o projeto. São necessárias outras liberações. Além dos investidores russos, há investidores brasileiros, como a Doha, com experiência em portos, o Grupo Del Rio, a IG Consultoria e a GS Business. A intenção do grupo, segundo o prefeito Bolão, é instalar a pedra fundamental da obra em março de 2020.