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Safra da uva praticamente terminada. É a melhor dos últimos 50 anos

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A última edição da revista Veja que já está em circulação, traz reportagem especial sobre a safra da uva deste ano na serra gaúcha. Assinada pela jornalista Alessandra Kianek, a matéria informa porque a safra deste ano será uma das melhores da história, tudo porque o clima foi diferente. Estiagem e chuva em pouca escala. Apesar da quebra ser em torno de 20%, a qualidade é incomparável.

O tempo seco durante as fases de formação do grão, de maturação do cacho e até o momento da colheita favorece o amadurecimento da uva, aumentando a concentração de açúcar. Outro ponto determinante para o bom desenvolvimento do vinhedo é a amplitude térmica, com dias bem quentes e noites frias, o que estimula a formação dos aromas. Esses fatores juntos resultam na maturação ideal tanto do açúcar quanto dos taninos — substâncias que conferem textura e adstringência à bebida — da uva, o que levará à produção de um vinho mais encorpado, mais estruturado, mais elegante e fácil de beber.

Um dos principais parâmetros que mostram a qualidade superior da safra de 2020 é a graduação do açúcar na fruta, que neste ano atingiu, em média, 3 graus acima do registrado em temporadas normais, segundo o padrão Babo, a medida que representa a quantidade de açúcar a cada 100 gramas de suco.

Com uma matéria-prima de primeira linha, a questão agora é saber qual será a qualidade dos vinhos elaborados no Rio Grande do Sul. Aí é do enólogo seguir a cartilha correta.

A grande maioria dos vinhos tintos produzidos nesta safra deverá estar disponível para o consumidor daqui a dois anos. Alguns tintos jovens e os brancos poderão ser encontrados no começo de 2021.


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