Pular para o conteúdo principal

Banco faz campanha para uso de máscara quando deveria destinar dinheiro a juro baixo para ajudar empresas e trabalhadores


Bradesco, Itaú Unibanco e Santander vão destinar R$ 50 milhões à compra de máscaras de tecido para doação às secretarias estaduais de saúde e a comunidades vulneráveis. Tem até propaganda em horário nobre na TV para demonstrar o "cuidado " que estas instituições tem com o povo brasileiro.

De acordo com comunicado conjunto, serão adquiridos 15 milhões de máscaras produzidas por microempreendedores, dentro dos requisitos de segurança e higienização necessários ao combate ao coronavírus. “Com esta iniciativa, realizada em parceria com o Instituto BEI, as instituições se dispõem, mais uma vez, não apenas a ajudar a conter a disseminação do vírus, mas também a apoiar os negócios de pequenas empreendedoras, investindo em sua capacidade produtiva e garantindo a compra da produção”, afirmam os bancos em nota conjunta.

Pois é, a iniciativa é louvável, mas ainda é muito pouco diante do tamanho dos lucros bancários, originados em sua maioria pelos juros exorbitantes que todos os meses acabam com os sonhos de milhares de empreendedores.

Após alardearem que ajudariam os clientes a enfrentar a crise econômica decorrente da pandemia de coronavírus, os bancos não estão liberando empréstimos, aumentaram os juros e reduziram os prazos de pagamentos para dívidas novas. Ou seja, os empreendedores e os trabalhadores que se virem. Quem sabe com as máscara patrocinadas eles consigam mesmo sobreviver.

Empresários ouvidos pelo UOL declararam que os bancos aumentaram as taxas para empréstimos usados para manter os negócios, pagar funcionários e comprar novos equipamentos. Até empresas de infraestrutura de internet, que precisam ampliar os serviços para atender a nova demanda de home office, não conseguem dinheiro. O crédito para investimentos, segundo relatos, teve alta de dois pontos percentuais. Em outras operações, os juros mais do que dobraram. A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) nega tudo.

"A gente sente que os bancos estão represando dinheiro e cobrando caro por ele. (Os juros subiram) duas vezes e meia (para a antecipação de recebíveis) em relação ao que cobravam antes (da pandemia de coronavírus)", declarou o vice-presidente do Mercado Pago, Túlio Oliveira para o UOL.

O presidente da Braztoa (Associação Brasileira das Operadoras de Turismo), Roberto Nedelciu, declarou que Banco do Brasil, Cielo e Rede cortaram as linhas de antecipação de recebíveis das empresas do setor. "Os recebíveis são a melhor garantia. Temos que pagar a folha de salários ou reembolsar clientes que precisam desse dinheiro. Isso é um problema enorme para o setor", disse.

O presidente da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), Fernando Pimentel, declarou que as linhas para capital de giro ou para rolagem de dívidas estão com juros maiores e prazos menores de pagamento. Segundo ele, os prazos em linhas de capital de giro caíram de 180 para 60 dias e as taxas passaram de CDI mais 0,47% ao mês para CDI mais 1%. Nos dois casos, as operações são garantidas com recebíveis.

Resumindo: Se quisessem mesmo ajudar o povo brasileiro a vencer a pandemia, estariam empenhados em diminuir juros, ampliar o crédito e ajudar as empresas a manter seus negócios e os empregos. 

Com conteúdo da editoria de economia do UOL.

Postagens mais visitadas deste blog

Grupo Doha apresenta detalhes do porto de Arroio do Sal

Foi apresentado nesta sexta-feira(14) para um pequeno grupo de autoridades, empresários e corretores de imóveis em Arroio do Sal, o projeto de construção do novo porto marítimo do litoral norte do RS. Um grupo de investidores russos, do Grupo Doha Investimentos e Participações SA, vai construir o porto, em Arroio Seco/Arroio do Sal. Cerca de 25 mil empregos diretos e indiretos deverão ser gerados a partir da operação do porto. Os empreendedores russos têm 1 bilhão de dólares, para investir. O dinheiro já está garantido. A ideia é aproximar o comércio brasileiro da União económica euro-asiática. Um mercado comum que abrange 170 milhões de pessoas e significa um PIB da ordem dos US$ 2,2 trilhões de euros. Atualmente, a organização é composta pela Armênia, Bielorrússia, Cazaquistão, Quirguistão e Rússia. O empreendimento vai modificar sobremaneira a realidade dos municípios do litoral norte, sem contar a valorização imobiliária prevista no entorno.

Russos querem mesmo construir porto em Arroio do Sal

O deputado federal gaúcho Bibo Nunes apresentou ao governador Eduardo Leite, sexta-feira, o protocolo de intenções que demonstra o interesse de grupos privados russos em investir um total de R$ 3,56 bilhões na construção de um porto em Arroio do Sal, Litoral Norte do RS. O investimento, inicialmente projetado em cerca de 1 bilhão de dólares pelo secretário do Meio Ambiente, Agropecuária e Pesca de Arroio do Sal, Luis Schmidt, pode chegar a US$ 2,8 bilhões. A prefeitura já concedeu viabilidade econômica para o projeto. São necessárias outras liberações. Além dos investidores russos, há investidores brasileiros, como a Doha, com experiência em portos, o Grupo Del Rio, a IG Consultoria e a GS Business. A intenção do grupo, segundo o prefeito Bolão, é instalar a pedra fundamental da obra em março de 2020.

Está faltando matéria prima para as indústrias moveleiras produzirem

A Associação Brasileira da Indústria do Mobiliário (Abimóvel) e a Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) emitiram comunicado conjunto acerca do desabastecimento de painéis de madeira para indústrias e marcenarias. A pandemia provocou paralisação do consumo doméstico da matéria prima, fazendo com que as fornecedoras buscassem o mercado externo. No entanto, com a reabertura do comércio, o ritmo de produção das indústrias de móveis brasileiras cresceu rapidamente. Resultado: Desabastecimento interno. Alta nos preços. Está faltando chapa de MDF e MDP para atender a demanda nacional. A penas no primeiro semestre deste ano, na comparação com o mesmo período de 2019, a exportação do MDP cru para a China registrou aumento de 700% e caso muito semelhante ocorreu com os EUA, com alta de mais de 600%. Eis a nota: A Associação Brasileira da Indústria do Mobiliário (Abimóvel) e a Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), que representa a indústria de chapas de painéis, em atenção às manifestações de in