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Abraham Weintraub não é mais ministro da Educação

Veja a repercussão política da saída do ministro da Educação ...
Abraham Weintraub não é mais ministro da Educação. Vai trocar o ritmo intenso do ministério para assumir cargo no Banco Mundial. É uma espécie de prêmio.

Ele mesmo fez o anúncio nesta quinta-feira,17. Divulgou um vídeo nas redes sociais ao lado do presidente Jair Bolsonaro, no Palácio do Planalto, sede do Poder Executivo.

No vídeo, Bolsonaro permaneceu com o semblante sério enquanto Weintraub lia seu discurso de despedida. Depois, afirmou: “Todos os meus compromissos de campanha continuam em pé e busco implementá-los da melhor maneira possível. (…) Jamais deixaremos de lutar por liberdade. Eu faço o que o povo quiser.”

Weintraub estava no centro de atritos entre o Poder Executivo com o Legislativo e o Judiciário. O chefe da Educação afirmou em reunião interministerial gravada em 22 de abril que, por ele, “colocava esses vagabundos na cadeia, a começar pelo STF” (Supremo Tribunal Federal).

No último domingo, Weintraub compareceu a um ato de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro na Esplanada dos Ministérios e reafirmou sua declaração sobre “vagabundos”. Disse que já havia expressado sua “opinião”.

Weintraub é investigado no inquérito que corre na Corte sobre fake news –decisão apoiada pela maioria do Supremo em julgamento de pedido de habeas corpus apresentado pelo ministro da Justiça, André Mendonça.

Além de ser alvo no inquérito das fake news, o agora ex-ministro da Educação também é investigado no inquérito que apura suposto crime de racismo. O processo decorre de publicação de Weintraub que associou a China a algum tipo de vantagem pela pandemia de covid-19.

O ex-ministro colecionou polêmicas enquanto comandou a pasta. É o 11º ministro que é trocado no governo federal.

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