Nova fase da reforma terá desoneração da folha e novo imposto



Para cumprir a promessa de desonerar a folha de pagamentos, o governo vai precisar aumentar imposto ou fazer uma nova reforma da Previdência. Guedes disse que não é justo desonerar apenas para alguns setores. Quer desonerar a folha para todos e gerar empregos. Mas alguém vai ter que pagar a conta. A perda de arrecadação de um lado terá que ser compensada por outro.

Defensor de um imposto digital, nos moldes da extinta CPMF, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que quem é contrário a criação do tributo deve dizer como o governo deve bancar a desoneração da folha de pagamentos.

O governo quer desonerar as empresas, acabando com a contribuição previdenciária patronal de 20% sobre a folha de salários. Em troca, o ministro da Economia quer um imposto sobre transações digitais. Seria similar à extinta CPMF (o imposto do cheque), embora o ministro rejeite essa comparação. A alíquota seria de 0,2%.

Gostaria de que as pessoas que falam contra o imposto sobre transações dissessem onde arrumariam recursos para desonerara a folha. De onde viria o dinheiro? Vai botar imposto sobre capital, mais impostos sobre salários?", questionou Guedes.

A primeira parte da reforma tributária, entregue em 21 de julho, unifica o PIS e a Cofins e cria a CBS (Contribuição Social sobre Operações com Bens e Serviços), com alíquota de 12%. A segunda parte, deve prever a simplificação do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). A terceira prevê uma mudança no IRPJ (Imposto de Renda para Pessoa Jurídica) e a criação da tributação de dividendos. A quarta parte da reforma deve reduzir ou acabar com a contribuição patronal de 20% sobre a folha de salários e criar a "nova CPMF".

Com conteúdo da Folha

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