Novo escândalo no Ministério do Trabalho

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O Ministério do Trabalho do governo Temer não sai mais das páginas policiais. É um escândalo atrás do outro.Uma das condições para que o PTB apoiasse o impeachment de Dilma Rousseff (PT) era que a legenda ficasse com o ministério do Trabalho. Michel Temer acatou o pedido, mas, após uma série de controvérsias, que resultaram no afastamento do ministro Helton Yomura da pasta pelo Supremo Tribunal Federal, o partido comandado por Roberto Jefferson comunicou ao Planalto que abre mão do ministério, deixando seu futuro à disposição de Temer.

Yomura não chegou a completar três meses no cargo antes de sair pela porta dos fundos, suspenso de suas funções pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF). Seu afastamento é o mais novo capítulo da novela envolvendo o Ministério que se estende desde o início do governo do presidente Michel Temer (MDB). Em março de 2018, a revista Veja publicou uma reportagem denunciando cobrança de propina dentro do ministério. Dois meses mais tarde, no fim de maio, a primeira fase da Registro Espúrio foi deflagrada pela PF. Os nomes envolvidos no escândalo são velhos conhecidos da política nacional, como os deputados federais Roberto Jefferson e sua filha Cristiane Brasil, ambos do PTB-RJ, Jovair Arantes (PTB-GO), Wilson Filho (PTB-GO), Nelson Marquezelli (PTB-SP), Paulinho da Força (Solidariedade-SP) e Ademir Camilo (MDB-MG). Jonas Antunes Lima, assessor de Marquezelli, também teve a prisão autorizada. Até junho, os processos de pelo menos 150 sindicatos e federações apresentavam indício de fraude.


Segundo a Polícia Federal, Yomura agia como "testa de ferro" dos interesses da deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) e de seu pai, Roberto Jefferson (PTB-RJ). Ainda de acordo com a PF, Yomura agia ativamente para realizar e coordenar desvios na pasta.


Desde que Michel Temer (MDB) assumiu a Presidência da República, o Ministério do Trabalho tem sido protagonista de uma série de problemas. Ronaldo Nogueira pediu demissão do cargo de ministro no dia 27 de dezembro de 2017. Para substituí-lo, o PTB indicou o nome da deputada Cristiane Brasil. Temer aceitou a indicação no dia 3 de janeiro de 2018. Menos de uma semana depois, um juíz de primeira instância atendeu a uma ação popular e suspendeu a posse de Cristiane. Condenada em primeira e segunda instância por dívida trabalhista, ela não chegou a assumir o ministério.Tentando se defender dos fatos, a deputada gravou um vídeo em uma lancha, cercada por quatro homens sem camisa. Foi em meio a esse imbróglio, ainda em janeiro, que Yomura se tornou ministro interino. Em seguida, Temer recuou da decisão de nomeá-la ministra e Yomura passou a ser oficialmente ministro do trabalho.

O custo político de Temer em manter um ministério para o PTB ficou caro demais.

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