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Servidores insistem em querer aquilo que a sociedade não quer

A sociedade quer mais trabalho, mais austeridade, menos desperdício, mais economia, serviço público de qualidade, dedicação, esforço, trabalho extra, vontade, respeito, atenção, enfim, essas e outras coisas mais, e que deveriam fazer parte do dia a dia do servidor público.

Ninguém aguenta mais suportar e pagar por benefícios que são exclusivos do funcionalismo.  Afinal no que eles são diferentes de qualquer trabalhador da iniciativa privada? O que é tão difícil assim, que é necessário conceder vantagens e benefícios adicionais e que não fazem parte da vida de qualquer trabalhador? Porque, por exemplo, o tempo de aposentadoria é diferente entre um funcionário público e um trabalhador na inciativa privada?

Nesta terça-feira novamente os servidores públicos estaduais, professores na maioria, e aposentados, vão em marcha para Porto Alegre protestar contra o pacote de reforma das carreiras do funcionalismo anunciado pelo governador Eduardo Leite. Não tem cabimento isso. É hora de trabalhar, de contribuir para um Estado melhor no futuro. Não dá mais para perpetuar privilégios e desigualdades até os 100 anos de idade. O foco do serviço público deveria ser a satisfação do cliente e não a garantia do servidor num emprego vitalício. Não aceitam nem sequer discutir alternativas. São radicais ao ponto de não querer nada da proposta do governo.

Ora, o que os professores querem, a sociedade não quer mais.

Depois da Federasul e da Fecomércio, que desde o início deram apoio integral ao pacote do governador nesta segunda-feira (9) foi a vez da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) entrar no mutirão para tentar convencer os deputados a aprovarem as medidas.  Ou seja, setores representativos da sociedade civil já firmaram posição de que o funcionalismo está errado. E se fizermos uma enquete, tenho a impressão que a grande maioria da população também entende que é preciso mudar.

Então porque insistir em algo que vai contra o que a maioria pensa? O problema é que nossa sociedade é viciada em privilégios. Todo mundo tem, ou busca, um privilégio para chamar de seu. No fundo é isso.

Por outro lado, surge a notícia de que em âmbito federal, a reforma do serviço público preparada pelo governo pode determinar que a estabilidade no cargo só seja concedida se a população avaliar positivamente as atividades desempenhadas por um funcionário público aprovado em concurso. A intenção foi apresentada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, nesta segunda-feira (9). Isso é ótimo. Estabilidade no emprego, porque?

O governo já havia informado que seria proposto um novo sistema de avaliação de desempenho feito pelos gestores do serviço público sobre seus subordinados. A regra valeria para que a estabilidade fosse atingida e também para as progressões de carreira.

Agora, Guedes fala em um fator adicional. Segundo ele, é preciso analisar se o funcionário realmente atende bem a população. De acordo com o ministro, se houver avaliação positiva dos cidadãos, junto com um retorno favorável dos chefes imediatos e funcionários experientes, a estabilidade poderá ser concedida.

Precisamos avançar.







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