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Ministro Mandetta diz: Agora é hora de parar

Na manhã deste sábado, o presidente Jair Bolsonaro chamou seus ministros para uma reunião extraordinária em Brasília. Pelo visto, a julgar pelo que disse no final da tarde, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta a missão dada pelo presidente foi de que é preciso encontrar um modelo que possa contentar a ala econômica e as recomendações da OMS e do próprio Ministério da Saúde.

Isso não existe. A vida vale muito mais do que qualquer outra proposta de trabalho. O ministro sabe disso, o que ele não quer é bater de frente com o presidente, tanto que voltou a defender a diminuição de circulação de pessoas. Segundo ele, é necessário ter racionalidade e não agir por impulso.

O ministro também afirmou que é importante diminuir a sobrecarga do sistema de saúde para que haja tempo do governo comprar equipamentos de proteção para profissionais de saúde.

“Mais uma razão para ficar em casa, parados, até que a gente consiga colocar os produtos nas mãos dos profissionais de saúde que precisam. Se a gente sair andando todo mundo de uma vez, vai faltar para o rico, para o pobre, para todo mundo. Tem que ter racionalidade e não nos mover por impulso. Vamos nos mover como eu digo desde o princípio, pela ciência, pela parte técnica e com planejamento”, afirmou.

"Nós estamos falando de vida. Vamos nos pautar pela ciência, nós vamos adotar medidas por critérios científicos e vamos fazer planejamento", disse.

Segundo o pronunciamento feito à imprensa, e divulgado nas redes sociais do ministério, o Brasil tem hoje 3.904 casos confirmados e 114 mortes. São Paulo tem o maior número de casos, são 1.406, e o Rio, em seguida, tem 558. Dez estados apresentaram óbitos. Até o momento, são 569 pessoas internadas com teste positivo para a Covid-19: não estão contabilizados os casos suspeitos.

Com conteúdo da Exame.

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