Volume de vinho comercializado cresce 27,8% durante a pandemia

O fechamento de bares e restaurantes, a proibição de grandes eventos como festas e casamentos e a interrupção do turismo por alguns meses por conta da pandemia de Covid-19 atingiu em cheio o comércio mundial de vinho. Em todo o mundo, a previsão é de que a demanda pela bebida caia 10,5% neste ano, apesar da reabertura gradativa em muitos países da Ásia e Europa. O Brasil, porém, parece ser a grande exceção à tendência.

Com um mercado que prospera nos últimos anos, o país atingiu um crescimento de 27,8% no volume de vinho comercializado no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com a Ideal Consulting. O aumento foi de 39% no vinho de mesa e 50% no vinho fino.

Em média, cada brasileiro consumiu 2,81 litros da bebida entre abril e junho (justamente o período mais restritivo da quarentena), um aumento de 72% em relação ao primeiro trimestre de 2020 e um recorde na história da indústria nacional.

“O mercado é menos dependente de restaurantes no Brasil do que na Europa e em outros países e mais de 75% da comercialização acontece no supermercado, que continuou aberto”, explica Felipe Galtaroça, CEO da Ideal Consulting, que elegeu o vinho como a bebida do brasileiro durante a pandemia. “O Brasil é um país muito cervejeiro, mas com a pandemia mais pessoas buscaram o prazer da gastronomia mais refinada e em família, que combina muito com vinho”, explica ainda o consultor.

Segundo Galtaroça, o vinho preferido dos brasileiros é o tinto, mas o rosé apresenta um grande crescimento. “O brasileiro tem um paladar mais adocicado e esses vinhos combinam com o clima”, afirma.

As vendas por e-commerce também observaram um crescimento significativo, não só no Brasil como em todo o mundo. Neste semestre as vendas pela internet representaram 12% do mercado brasileiro.

“Com mais tempo em casa, muitas pessoas também passaram a buscar lives, cursos on-line e até a encomendar degustações, o que movimenta o setor”, diz a presidente da Organização Internacional do Vinho (OIV), a brasileira Regina Vanderlinde. “Esperamos que o vinho seja mais incorporado à cultura brasileira no pós-pandemia”.

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