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Atenção: Pesquisa encomendada apresenta uma realidade política conforme o interesse de quem a pagou



Cuidado com as pesquisas e com as estatísticas. Muitas delas são falsas e mentirosas. A conduta ética e responsável deve pautar todas as nossas ações. Divulgar números, estudos, estatísticas e pesquisas sabendo que os dados escondem informações importantes não nos torna melhores cidadãos. Ficar atentos a informações distorcidas e alertar os que nos cercam sobre essas mentiras e omissões é atitude que demonstra, sim, nossa cidadania.

Em Bento Gonçalves, um jornal local publicou uma pesquisa eleitoral ás vésperas da eleição municipal. Uma pesquisa recheada de erros grotescos, como a de mencionar a chapa Siqueira/Speranza, que não existe. Diogo Siqueira é o candidato da Coligação Gente Que Faz Bento, e Evandro Speranza de outra coligação. A pesquisa afirma que Alcindo Gabrielli lidera a intenção de voto com 32,63% e Diogo Siqueira 25,26%. 

Se a margem de erro da dita pesquisa, é de 4,5% para mais ou para menos, significa dizer que Diogo pode ter 29,76% e Alcindo 28,13%. Um empate técnico, concluído a partir de dados coletados há 10 dias, sem ao menos considerar o desempenho dos dois candidatos na última semana marcada por debates e intensas ações de campanha.

Pesquisas eleitorais são instrumentos de aferição da intenção de voto do eleitor em determinado momento. Não é qualquer político ou qualquer pesquisa que vai enganar o eleitor.

Uma pesquisa pode ser contratada ou encomendada. A pesquisa contratada mostrará a realidade política no momento em que a pesquisa foi feita. A pesquisa encomendada, apresentará uma realidade política conforme o interesse de quem a pagou para ser feita.

O editor recomenda. Diante de qualquer pesquisa eleitoral, o eleitor precisa ficar atento a seis aspectos fundamentais, dentre outros: 1) quem contratou (ou encomendou); 2) qual o instituto contratado (ou encomendado, você já ouviu falar dele); 3) quem são os entrevistados; 4) a checagem; 5) os resultados; e 6) o registro da pesquisa.

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