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Finanças municipais

Zero Hora publicou neste final de semana o início da série de reportagens sobre as finanças dos municípios gaúchos. Ao analisar mais de 5 mil registros financeiros, ZH revela um cenário de pobreza nas prefeituras que deteriora a qualidade de vida da população e afugenta possíveis candidatos à reeleição nas Eleições 2016. A histórica desigualdade na divisão do bolo tributário é um dos principais motivos que tem levado à bancarrota diversos municípios. O aumento das despesas e a queda vertiginosa da arrecadação em razão da crise econômica também. Se dependesse apenas de dinheiro próprio — aquele que vem da cobrança de tributos locais, como o IPTU e o ISS —, nenhuma das 497 administrações espalhadas pelo Estado seria capaz de bancar suas contas. Isso ocorre porque menos de um quinto (18%) de tudo o que se arrecada no país pinga no caixa das prefeituras, tradicionalmente dependentes de repasses dos governos federal e estadual. Em 2015, a asfixia nas finanças fez com que 28,8% dos municípios gaúchos fechassem as contas no vermelho e 71% aplicassem menos de 10% de suas receitas em obras e outros benefícios. Em Bento, o governo tem feito todo o possível para manter equilibrado as contas. Não há déficit orçamentário. Em relação a receita o município investiu 8,61% em obras e aquisição de máquinas, equipamentos, imóveis e materiais permanentes, incluindo amortização de dívidas, em valores liquidados. As despesas de pessoal chegam a 37,64% bem abaixo do limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Na educação aplica 33,87% (mínimo por lei é 25% da receita de impostos e transferências). Na saúde aplica 22,4% ( o mínimo é 15%); Para saber mais clique aqui

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