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Caiu a Casa da Familia Piciani no Rio

A Polícia Federal prendeu nesta terça-feira Felipe Picciani, filho do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro Jorge Picciani (PMDB). Felipe comanda os negócios, que tem como sócios o pai, Jorge, e os irmãos Leonardo Picciani, ministro do Esporte, e Rafael Picciani, deputado estadual. Jorge Picciani é outro todo poderoso político carioca. Sob seu poder político se aprova, ou não, o que ele quer na Assembleia. Os procuradores da justiça dizem que ele recebe, há muitos anos, muito dinheiro de propina pagos pela Fetranspor (Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro, que congrega dez sindicatos de empresas de ônibus que atuam no transporte urbano, interurbano e de turismo e fretamento). Mas ele deve ter outros corruptores. Segundo a PF, as empresas de ônibus colocavam dinheiro em uma "caixinha", destinada ao pagamento de propina a políticos para aprovar leis que beneficiariam o setor. Para lavar o dinheiro Jorge Picciani construiu um império para a família com vários negócios. O principal deles, comprando e vendendo gado. A família Picciani foi um dos alvos do acordo de leniência da Carioca Engenharia em abril do ano passado. A matemática Tania Maria Silva Fontenelle, ligada à empreiteira, afirmou que comprou vacas superfaturadas da empresa Agrobilara Comércio e Participações Ltda para "gerar dinheiro em espécie" para uma empreiteira. A Agrobilara pertence à família Picciani. A empreiteira que fornece brita e cimento para várias obras pública no Rio também é de Picciani. Ele é, há seis anos, presidente da Assembleia. As informações do MPF ressaltam que Picciani registrou aumentos exponenciais de seu patrimônio desde o ingresso na política, aumentos que em certos períodos chegaram a mais 100%. As investigações identificaram diversas relações societárias suspeitas mantidas, além do repasse clandestino de verbas de empresas para viabilizar a ocultação da origem do dinheiro e o financiamento de campanhas eleitorais.

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